Antes de se fazer a África, “Amarelinho” chega às salas de cinema

Já estreou nas salas nacionais de cinema a primeira animação em 3D produzida pela equipa da TO Studio de Paris.

“Amarelinho” narra a viagem de um herói improvável, um pequeno passarinho a quem nunca daríamos muitas hipóteses de brilhar, mas será que o vai fazer?

O Mini Style falou com Antoine Barraud, argumentista deste filme realizado por Christian de Vita e que tem as migrações das aves como pano de fundo. Tema atual? Sem querer, assim parece, mas, além de o guião ter começado a ser escrito em 2004 (sim, 2004), para o guionista o importante era mesmo mostrar aos mais pequenos este processo da natureza que nasce intrinsecamente com os pássaros: “Não tem de todo uma mensagem política este filme; acaba por chegar numa altura em que as migrações na Europa estão na ordem do dia, mas em 2004, quando comecei a escrever o guião, quis que esta história e estas personagens fossem o primeiro passo para que as crianças tivessem vontade de investigar mais sobre a migração de pássaros; que chegassem à escola e fossem perguntar ao seu professor mais informações sobre as migrações. Por exemplo, acho fascinante os pássaros conseguirem ouvir o mar a 200 quilómetros de distância e saberem se estão a ir bem ou não.”

A nível de animação, quase que parece um livro pop-up, uma espécie de livro aberto a saltar do ecrã de cinema. E apesar de não ser muito apologista de 3D, Antoine admite: “Regra geral, as animações começam com os desenhos e depois com o texto. Este filme foi ao contrário, por isso não quis gerar muitas expectativas antes de o ver. Temos de ter gosto no facto de alguém pegar no que fazemos e deixá-las trabalhar. O 3D acaba por dar um ar ainda mais pop-up ao filme.”

Acaba, por isso, por ser um filme muito educativo, já que de forma divertida e leve nos vão sendo dadas mais informações sobre este grande fenómeno que é a migração.

Além disso, e tratando-se de um filme sobre a superação individual que acabar por ajudar o colectivo, os próprios mauzões são os demónios interiores. Nesse aspecto, o filme tem uma mensagem muito positiva pois o pequeno herói, que nunca tinha saído da casa abandonada onde sempre viveu, sem preparação prévia e inesperadamente vê-se responsável de um grupo que vai ter de percorrer milhares de quilómetros, desde França até África.

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