Amigos Imaginários

Primeiro que tudo: se o seu filho tem um amigo imaginário não se preocupe! É muito comum os pais assustarem-se quando, de repente, no meio da correria do dia-a-dia, se apercebem que o filho tem um amigo imaginário.

“Estará com dificuldades em fazer amigos? Passa-se alguma coisa de grave? É uma perturbação qualquer ? Será que o devia levar a um psicólogo?” Nada disso.. Ter um amigo destes é o contrário de tudo isso: é natural, é saudável e até poder ser uma grande ajuda, para ele e para si. Os amigos imaginários podem ser de todo o tipo, crianças animais ou até objetos, e podem surgir por diferentes razões: situações de ansiedade ou stress, como mudar de escola, de cidade ou por exemplo um processo de separação de pais. Ou até mesmo porque sim.

Estes amigos são companheiros de brincadeira e contribuem em muito para o desenvolvimento da personalidade infantil. O facto de criarem um amigo e toda uma história em volta dele desenvolve o vocabulário e a capacidade de reter a realidade e a ficção. Quando lhe digo que eles até podem ser uma grande ajuda para si, acredite. A verdade é que através deles pode aceder aos interesses, preocupações, medos, desejos e receios do seu filho, se estiver atento às suas conversas e brincadeiras. Desengane-se se acha que eles são substitutos de relações com pessoas reais e que, eventualmente, o melhor até seria dar-lhe um irmão para brincar. De facto criou um companheiro de brincadeira, mas mais que isso um suporte e uma fonte de conforto emocional que lhe permite gerir emoções quando enfrenta algumas dificuldades. Encontra algo mais rico que isto?

Desta forma um amigo imaginário permite a sua adaptação à realidade, ajuda na sua estruturação e contribui para o seu bem-estar. Aceite-o e não tente combater a sua existência, porque em alguns momentos ele é muito importante para o seu filho. No entanto, não deixe de estar atento. Se isto pode ser saudável e esta influência pode ser positiva, estes amiguinhos também podem começar a ser usados como explicação para comportamentos inadequados, como o “culpado de tudo”. E aí sim é importante reagir e, eventualmente, procurar ajuda de um especialista caso não esteja a conseguir lidar com a situação sozinho.

Entre os 3 e os 8 anos é comum eles aparecerem e estarem no dia-a-dia das crianças: nas brincadeiras, no caminho para a escola e principalmente nas histórias de aventuras que ele “viveu”. Por volta dos 7/8, quando se começarem a sentir mais seguros, irão dizer-lhes adeus. Não se preocupe e aproveite todos os recursos que estes amiguinhos lhe podem dar. Podem ser uma valente ajuda!

Dra. Maria Alarcão

Psicologia Clínica

Médica Psicóloga Clinica infantil

13726655_1751867141691494_3018430576414851694_n

Entre no clube Mini Style e seja a primeira a receber informação e descontos exclusivos.

Não mostrar esta mensagem novamente
BREVEMENTE

Entre no clube Mini Style e seja a primeira a receber informação e descontos exclusivos.