“Era uma vez… há muito muito tempo…”

Quando me questionam quais as coisas mais importantes no crescimento de uma criança e numa relação pais-filhos, respondo sempre “contar histórias”. E porquê? Porque são realmente importantes. E se os motivos até podem parecer óbvios, vão muito para além, provavelmente, do que já pensámos.

As histórias e os contos de fadas fazem parte da infância e enriquecem-na. De que forma? Ora veja algumas das principais:

  • Comecemos pelo mais óbvio – ouvir uma história permite-lhes dar asas à imaginação. Pensar, imaginar, criar, inventar, sonhar, questionar. Quer mais completo do que isto? Contar ou Ler uma história são coisas diferentes. Ambas contribuem para a imaginação, ambas desenvolvem a curiosidade, no entanto, se lhes contar uma história onde permita que eles também vão introduzindo peças chave, onde vão decidindo para onde aquela história caminha, melhor!
  • Permitem a sua auto identificação e auto conhecimento. Permitem conhecerem-se a si mesmos, bem como as relações que estabelecem e ao mundo que as rodeia.
  • Amplia o vocabulário, fornecendo-lhes ferramentas essenciais para auxiliar no discurso e na organização espácio temporal.
  • Desenvolve o pensamento lógico que favorece a memória e o espirito crítico. Através das histórias conseguimos fazer com que acedam a problemas ou diferenças, que pensem sobre estas. Através das histórias torna-se possível adquirir e perceber alguns valores como por exemplo a amizade ou o respeito.
  • Para além de uma atividade lúdica, é acima de tudo pedagógica e permite-lhes aceder à realidade de uma forma simples e concreta. Por isso mesmo as histórias são importantes para abordar temáticas como os medos, algumas dificuldades, a morte, a separação dos pais, a escola entre outras. É também este o motivo de os contos estarem associados à dita “moral da história”. Para que este facto seja potenciado, é importante que depois da história (não aquelas da noite em que eles acabam por adormecer, claro), se converse um pouco sobre o conteúdo de forma a explorar o assunto.
  • É um dos principais veículos para a criação de uma relação pais-filho. É uma das atividades mais ricas que permite uma interação dinâmica e munida de sentimentos e sensações. A tranquilidade de contar uma história, a disponibilidade total de quem o faz para estar, sentir e sonhar em conjunto, assim como a segurança que este momento trás (por exemplo no momento de ir dormir) reforça os laços afetivos.

 

“Vitória, vitória.. Acabou-se a história!”

 

Dra. Maria Alarcão

Psicologia Clínica

Médica Psicóloga Clinica infantil

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