“Está sempre atrás das saias da mãe…”

Num ou noutro momento todos nós conhecemos uma criança que está constantemente agarrada às pernas da mãe, ou que em momentos onde estão várias pessoas, optam por estar sempre caladas e mais afastadas.

Ninguém nasce tímido e isso era a primeira coisa que gostava de deixar claro, ninguém é tímido porque quer e a timidez não é uma doença, incurável ou irreversível. Naturalmente que poderá existir uma predisposição para tal, o retraimento pode fazer parte da personalidade da pessoa, mas são as circunstâncias que a desenvolvem e que também a podem contrariar.

O que fazer? O que não fazer?

SIM,

  • Ao encorajamento natural para que conviva com outras crianças, em parques, na escola, em festas de família ou de amigos.
  • Ao “aguçar” da curiosidade: antes de ir a algum local fale do quão atrativo ele poderá ser (quem vai estar, o que vai acontecer), para que já segura e com conhecimento se sinta mais confortável para explorar.
  • Ao envolvimento em tarefas conjuntas, onde se sinta capaz, útil e valorizada. Desta forma, futuramente a criança estará menos inibida e retraída.
  • Ao reforço positivo e ao elogio. Lembre-a de que em outras situações foi capaz e que estará lá para a ajudar.

NÃO,

  • À rigidez no modelo educativo. Não se deverá ser permissivo só porque a criança é tímida, mas é importante encontrar um equilíbrio, especial, entre a disciplina e os afectos. A rigidez pode promover o retraimento.
  • Ao forçar a estar no centro das atenções, expondo-a para “ver se se desenrasca”. Se já é difícil com um pequeno grupo, ser o foco das atenções ainda vai agudizar mais a timidez.
  • A expressões como “Já chega, vai brincar, não vês nenhum outro menino assim agarrado à mãe”. Aceite que cada criança tem o seu ritmo e mostre compreensão por esta sua característica.

 

Dificilmente uma criança que é tímida se tornará um “às da comunicação” mas o importante é que este aspecto da sua personalidade não afecte o seu desenvolvimento e socialização. É importante que os pais estejam atentos tanto ao grau de timidez quanto às implicações que isso trás. Se a sente mais triste, se acha que essa timidez a impede de levar uma vida normal, a intervenção de um profissional poderá ser necessária e importante.

Se por outro lado é apenas uma criança mais reservada, ensine-a a viver com a timidez e mostre-lhe, acima de tudo, que as crianças não são todas iguais, que cada uma tem a sua forma de ser e mais que tudo, que é normal ela ser assim.

Dra. Maria Alarcão

Psicologia Clínica

Médica Psicóloga Clinica infantil

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