“Eu, eles e.. as tecnologias”

“No meu tempo não era assim”… Tenho uma novidade para si: No deles é! Não há outro remédio se não habituar-se e essa é a verdade.

Quantas vezes ouvimos dizer, ou até dizemos “eu quando tinha a idade deles entretinha-me com outras coisas, não havia cá essas tecnologias (…) era tudo muito melhor”. Não sei se é melhor ou pior. Sei que que é a realidade e que eles parecem que nascem ensinados.

Se ao mesmo tempo ouvimos “Larga o tablet!” “Desliga a televisão!” “Pára de jogar!” de pais cansados de dar a mesma ordem, muitas vezes vemos os mesmos pais que, na ausência de recursos e cansados de os tentar acalmar, lhes passam o tablet para a mão, como quem diz “Cala-te lá um bocadinho por favor”.

Não é fácil gerir a dinâmica tablet – computador – playstation – telemóvel – família, que se agrava quando passam a ser todas usadas ao mesmo tempo, à medida que eles crescem. Para eles são aliciantes, para os pais uma dor de cabeça, que alterna entre uma ajuda, nos momentos em que têm menos tempo/paciência, e um motivo de zanga.

Desta forma há algumas coisas que deverá ter em conta nesta balança que por vezes parece tão difícil de equilibrar:

  • Esqueça a ideia de que usar tecnologias é inútil. Existem jogos que podem ajudar a desenvolver características e capacidades, jogos educacionais ou que apresentem desafios intelectuais saudáveis. Pesquise um pouco e veja que a sua utilização pode ser sinónimo de um momento lúdico-pedagógico.
  • Por muito que não entenda, perceba que eles gostam. Não vale a pena lutar contra isso nem tentar retirar da sua rotina uma coisa que lhes dá prazer.
  • Estabeleça um horário específico para a utilização das tecnologias. Explique-lhe que, se tudo tem um horário mais ou menos pré-estabelecido, como as refeições, os banhos, a hora de deitar, também essa actividade tem de ter. Se faz parte da rotina, tem regras. Um horário claro, definido em conjunto e cumprido de forma rigorosa.
  • Tenha munições. Encha-se de ideias e projectos giros que possam fazer nos momentos fora do “horário tecnológico”. Se fora desses momentos não lhe oferecer nada de atrativo e estimulante vai ser muito mais difícil impor essa regra e com rapidez vai ouvir “mas não há nada giro para fazer (…) estou aqui à seca”.
  • Como em tudo, nesta aventura que é educar, seja um exemplo. No nosso tempo “não era assim”, mas a verdade é que enquanto pais a tecnologia também é aliciante e já é uma presença regular no nosso dia-a-dia. Se eles não podem estar constantemente agarrados a um tablet, nós como pais também não podemos estar a mexer no telemóvel com frequência enquanto estamos com eles. E, na realidade, se pensarmos bem, ao longo do dia há sempre uma chamada a receber, uma mensagem para responder, um email de trabalho ou uma rede social para “cuscar”, durante um programa, enquanto lhe dá o jantar, ou até quando estão a ver um filme juntos.
  • Seja flexível. “Mas eu já fiz os trabalhos todos (…) eu já estudei tudo (…)”.. Se por acaso está tudo a correr dentro do esperado, ao fim de semana, o horário não precisa de ser tão restrito e rígido. Há sempre que fazer alguma ginástica, mantendo sempre a tónica de que as regras se mantém. E mais meia hora, é mesmo SÓ mais meia hora.
Dra. Maria Alarcão

Psicologia Clínica

Médica Psicóloga Clinica infantil

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