(Hiper)Energia ou Hiperatividade?

Quantos de nós já não dissemos, ou ouvimos dizer “esta criança só pode ser hiperativa, não para quieta um segundo!”. Quantos são os pais que já não se questionaram se o filho não seria mesmo hiperativo e ponderaram procurar ajuda profissional.kid-358526_1920-1

A verdade é que estamos a falar de crianças e não há nada mais normal do que uma criança ter imensa energia. Desde cedo que a descoberta daquilo que os rodeia fá-los não parar: são muitos estímulos, são diversas as novidades, é um mundo novo, durante muito tempo, que está ali, para eles explorarem. Paralelamente existe toda uma descoberta das regras e dos limites que nem sempre é interiorizada da melhor forma. Por isso, muitas vezes, a queixa feita pelos pais a um especialista, “O meu filho não respeita ninguém, não cumpre uma única regra” encerra vulgarmente um pedido. É preciso lembrarmo-nos que eles não são adultos em miniatura e que nem sempre vão corresponder ao que nós esperamos a nível comportamental. Sim, eles vão portar-se mal, eles vão correr, eles vão ter imensa energia!!

São variadas as causas que podem conduzir à agitação das crianças: alterações escolares, familiares (nascimento de um irmão, morte de um familiar), não apreensão de regras e limites, a correria do dia-a-dia em que o filho é chutado de um lado para o outro (“Vai ter com o pai, a mãe agora está a fazer o jantar” ,“Filho o pai agora está a trabalhar, não pode. Vai para o quarto brincar”), ou apenas falta de atividades para libertar energia, entre outras.

Para se falar em Hiperatividade é preciso que os sintomas surjam antes dos 7 anos e persistam por mais de 6 meses, em diversos ambientes. Uma criança hiperativa não o é só em casa, ou só na escola.

Existem três sub-tipos de Transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade (TDAH): tipo hiperativo/impulsivo, tipo desatento e o tipo combinado. De qualquer das formas, ficam algumas pistas comuns a que deverá estar atento, e das quais deverá tomar nota em relação ao comportamento de um hiperativo:

  • Mexe-se ou agita as mãos ou os pés com frequência (por exemplo na carteira); Cruza e descruza as pernas;
  • Tem dificuldades em manter-se sentado;
  • Corre em demasia em situações impróprias;
  • Parece funcionar “a mil”;
  • Dificuldades em manter-se concentrado e atento;
  • Apresenta dificuldades de organização;
  • Dificuldade em aguardar a sua vez;
  • É facilmente distraído por estímulos externos;
  • Não segue instruções e não termina as tarefas.

 

 

Dra. Maria Alarcão

Psicologia Clínica

Médica Psicóloga Clinica infantil

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