Infertilidade

Ter filhos parece ser o curso normal da vida.

O passo seguinte naquele percurso de crescer-estudar-trabalhar-casar.

Quando somos novos não pensamos muito nisso, encaramos como um evento natural que vai surgir mais cedo ou mais tarde na vida.

E depois do curso, queremos um trabalho estável, um sítio para viver, progredir na carreira. Deixamos os filhos lá mais “para a frente”, quando a altura for ideal.

Quando parece que surgiu o momento ideal, passa um mês, 2 meses, 1 ano, dois anos…e o tão desejado filho não chega. Começa a ansiedade. A incompreensão. A dúvida.

O “porquê nós”?

E nem sempre é fácil para o casal admitir que precisa de ajuda para perceber o que se passa.

Na verdade, a fertilidade feminina começa a diminuir a partir dos 30 anos, e mais marcadamente a partir dos 35. E apesar de historicamente a mulher ser “a culpada” do casal não conseguir ter filhos, sabemos que na sociedade actual, factor feminino e masculino contribuem de forma muito idêntica para o número de casais inférteis a nível mundial – estima-se que no mundo ocidental ronde os 15%.

Há várias causas para a infertilidade, desde dificuldades na ovulação, endometrioses, problemas na qualidade e produção dos espermatpzóides, alterações a nível do útero e das trompas…E há um grupo de casais no qual não se consegue identificar nenhuma causa – estes têm a chamada infertilidade “inexplicada”.

Quando não se consegue uma gravidez e se recorre a ajuda médica, embarca-se numa luta. Uma luta para perceber o que não está bem – e isso implica muitos exames, muitas angústias, mas também e acima de tudo, muita esperança de se conseguir a gravidez tão desejada.

Nalguns casos é necessário tomar medicamentos para induzir a ovulação, noutros é necessário cirurgia, noutros ainda é preciso recorrer à FIV (fertilização in vitro) e outras técnicas de procriação medicamente assistida (3 a 4% das crianças que nascem na Europa são fruto destas técnicas).

E é preciso tentar uma vez, duas vezes, três vezes.

É preciso coragem e é preciso uma pitada de sorte, para que tudo resulte naquele momento mágico, que é ver o 2º tracinho no teste de gravidez.

Dica: Se ao fim de 1 ano de relações sexuais não protegidas ainda não se conseguiu uma gravidez, deve-se procurar um médico. Nos casos das mulheres com 35 ou mais anos, este período ao final do qual devem procurar ajuda médica reduz-se para 6 meses.

Dra. Sofia Serrano

Ginecologia/Obstetrícia

Médica ginecologista e obstetra

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