Oh não! Mais uma birra…

Desde muito cedo que as crianças têm vontade de conhecer, descobrir e explorar tudo o que as rodeia. É nesta procura do mundo e de sensações que vão esbarrar com as regras e limites e com a vontade de testar e transgredir. Acontece, invariavelmente, com qualquer criança e não se trata senão de um comportamento natural e saudável do crescimento. Quando são pequeninos é ainda a forma que encontram de se expressar, de mostrar descontentamento, de pôr a frustração a falar.

Ao longo do crescimento todos nós necessitamos que nos imponham e tracem regras e limites de conduta e ninguém melhor que os pais e os educadores para o fazer. Por isso, não tenha medo de ser firme e impô-las. Lembre-se que uma criança que cresce sem regras dificilmente poderá sentir-se bem enquadrada socialmente.
Para alguns pode parecer simples, para outros um “bicho-de-sete-cabeças”. A verdade é que ninguém fica confortável com uma daquelas terríveis birras, especialmente quando eles nos brindam com elas em público. Gritam, rebolam no chão, batem com os pés. E agora?
• Uma birra é um jogo que muitas vezes nos obrigam a jogar. Querem saber até onde podem ir e não se deixe levar pelo aparato. Se ceder.. os dados estão lançados e da próxima eles já sabem como conseguir o que querem.
• Não se deixe levar pelo medo de ser menos amado pelo seu filho ou de o traumatizar caso não ceda ao seu desejo. Firmeza não é sinónimo de autoritarismo. Um “não” não é sinónimo de menos amor.
• Não altere as regras a meio da birra, só provocará ambivalência e no futuro criará dificuldades em apreender regras e limites.
• Ponha-se ao nível deles e fale com calma. Num tom amigável explique o motivo do “não”. Não os subestime, ainda que pequenos eles conseguem compreender. Caso não os irrite ainda mais (depende de cada criança), o contacto físico também poderá ajudar (dar colo, um abraço, festinhas).
• Seja firme mas ao mesmo tempo acolhedor. O objectivo não é medir forças mas sim alcançar a estabilidade.
• Não ameace com castigos que não irá cumprir. Se o fizer, de forma constante, corre o risco de se aperceber que não passam de ameaças e que as suas atitudes nunca têm consequências.
• Por fim, depois de se acalmar deverá sempre valorizá-lo (sem satisfazer o seu desejo!).
Somos humanos, somos de carne e osso. Se nos vamos irritar? É possível que sim.. Se por vezes vamos perder a paciência? Eventualmente sim.. Se nos vai apetecer ceder só para os “calar”? É provável.. Mas que essas vezes sejam a excepção e não a regra.

Dra. Maria Alarcão

Psicologia Clínica

Médica Psicóloga Clinica infantil

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