Os meus pais vão separar-se. E eu?

O divórcio não é um evento único, isolado nem fácil de lidar. É um processo contínuo, demorado, que vai desde que se começa a ponderar o mesmo, passando pelo divórcio em si, até ao começo de uma nova vida.

Após o divórcio ocorrem alterações significativas na vida das crianças. A hostilidade entre os pais pode manter-se, muitas vezes mesmo após a separação, e as crianças em alguns casos são, de forma consciente ou inconsciente, usadas como arma de arremesso. Seja um divórcio pacífico ou mais complicado, poderá provocar nas crianças perturbações comportamentais e emocionais significativas.

Em todo este processo é normal que a vida da criança se torne quase como uma montanha russa de pensamentos e sentimentos. Surge a tristeza e esta começa a vir a par com a revolta. A criança sente-se triste porque a sua vida familiar está a mudar por completo e porque não quer nenhum dos pais longe. O ambiente e a segurança a que estava habituado já não é o mesmo. Continua a gostar dos dois pais mas não entende porque é que essa continuidade não existe também na relação deles. Não entende porque é que deixaram de gostar um do outro e muito comum também é começarem a achar que os pais deixaram de gostar de si. O futuro preocupa-a, assusta-a. Surgem medos, inseguranças e alterações de humor.

Desta forma, é importante que os pais estejam calmos e serenos, transmitindo segurança e tranquilidade. A criança deve sentir que é amada e que a rutura não é com ela, não existindo necessidade de se sentir culpada. É necessário ter em consideração a data escolhida para comunicar a separação, evitando ao máximo datas festivas (Aniversários, Natal). Mais ainda, na explicação que lhe é dada, é essencial que se responda às preocupações de forma verdadeira (podendo obviamente omitir alguns factos que apenas lhe causem sofrimento), não culpabilizando o outro de forma alguma por aquilo que aconteceu.

É natural que se observe uma diminuição do rendimento escolar, ansiedade, tristeza e até mesmo alguns comportamentos agressivos. Desta forma também é importante que se informe a professora da alteração familiar que está a ocorrer, para que ela na escola também possa fazer um acompanhamento e compreenda alguns comportamentos.

Em todo o processo transmita-lhe liberdade para que possa expressar a sua opinião e exprimir os seus sentimentos. Mais que tudo, a relação com os pais deverá ser mantida e a criança deverá sentir que pode contar com ambos, mesmo separados.

Dra. Maria Alarcão

Psicologia Clínica

Médica Psicóloga Clinica infantil

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